Publicado em 12 Jan 2026. Para ler este artigo precisa de menos de 6 minutos
Em janeiro, o preço da eletricidade para pequenas e médias empresas aumentou no mercado regulado, que significa que os custos com energia ganham ainda um maior destaque na gestão dos custos operacionais das pequenas e médias empresas.
Apesar de ser um aumento moderado, este acréscimo surge num contexto de pressão contínua sobre os custos operacionais, tornando a gestão da energia um fator cada vez mais crítico para a competitividade e sustentabilidade dos negócios.
Neste artigo, abordamos os fatores que explicam a subida do preço da eletricidade para as PME e como a energia solar e o autoconsumo podem ser grandes aliados na redução dos custos com energia das empresas.
Índice de Conteúdos
O aumento do preço da eletricidade resulta de uma combinação de fatores estruturais e conjunturais. O funcionamento do mercado grossista, fortemente influenciado pelo preço do gás natural, continua a ter impacto direto no custo da eletricidade, mesmo num contexto de crescente incorporação de energias renováveis.
A somar a isso existem os fatores geopolíticos, instabilidade nos mercados energéticos e a atualização das tarifas de acesso às redes, que incluem custos associados à manutenção e modernização das infraestruturas elétricas. Estes encargos acabam por ser refletidos nos custos finais com energia para PME.
O aumento do preço da eletricidade tem consequências imediatas para as PME:
A eletricidade representa uma parte significativa dos custos fixos mensais das empresas, sobretudo em sectores como indústria, comércio, logística, hotelaria e restauração.
Nem sempre é possível repercutir o aumento dos custos de energia no preço final dos produtos ou serviços, o que reduz as margens e limita a capacidade de investimento.
A volatilidade dos preços torna mais difícil o planeamento financeiro das empresas a médio e longo prazo, especialmente para empresas com contratos indexados ao mercado.
As empresas no mercado regulado irão sentir um aumento médio nas tarifas de eletricidade, resultante da atualização definida pela entidade reguladora.
No mercado liberalizado, o impacto dependerá das condições contratuais e das decisões de cada comercializador, podendo variar de empresa para empresa.
Apesar de o aumento previsto ser relativamente moderado, o seu efeito acumulado ao longo do tempo representa um encargo relevante para as PME, tornando ainda mais importante a adoção de medidas de mitigação.
Perante este cenário, a energia solar e o autoconsumo surgem como uma das soluções mais eficazes para reduzir o impacto do aumento do preço da eletricidade nas empresas.
1. Redução direta da fatura de eletricidade
Ao instalarem painéis solares para autoconsumo, as PME passam a produzir parte da energia que consomem, reduzindo significativamente a quantidade de eletricidade que consome da rede elétrica.
2. Maior previsibilidade dos custos com energia
Ao produzir a sua própria energia, a empresa fica menos exposta à volatilidade do preço da eletricidade, ganhando maior estabilidade e previsibilidade nos custos a médio e longo prazo.
3. Aproveitamento das horas de sol para produção de energia
Uma grande parte das PME concentram grande parte do seu consumo de energia durante o dia, precisamente quando a produção de energia solar é mais elevada. Isto permite maximizar o autoconsumo e acelerar o retorno do investimento.
4. Valorização do negócio e da sustentabilidade
A adoção de energia solar contribui para a redução da emissão dióxido de carbono, reforçando a sua imagem sustentável junto de clientes, parceiros e investidores.
5. Adoção de solução de armazenamento de energia
A combinação de painéis solares com baterias permite armazenar energia excedente para utilização em períodos de maior consumo ou à noite, aumentando ainda mais a eficiência e a autonomia energética.
O aumento do preço da eletricidade em janeiro reforça a necessidade de as pequenas e médias empresas repensarem a forma como consomem e geram a sua energia.
No contexto atual, com elevados custos fixos e elevada concorrência, investir em soluções de autoconsumo como os painéis solares deixa de ser apenas uma opção ambiental e passa a ser uma decisão estratégica de negócio.
As PME que investem em autoconsumo fotovoltaico para produzir a sua própria energia, bem como em eficiência energética e numa gestão mais inteligente do consumo, estarão melhor preparadas para enfrentar aumentos futuros do preço da eletricidade, proteger a competitividade e garantir a sustentabilidade do negócio a longo prazo.
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Mariana Santos
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